segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A linguagem do Barroco

   O período Barroco iniciou-se no século XVII, após o Renascimento, e tem por significado "pérola imperfeita", que apenas nos faz sentido quando compreendemos o conflito interno em que o homem dessa época vivia. Sua dor era expressa por meio de suas artes, que deixavam claramente explícito o quão dividido sentia-se entre o antropocentrismo e os valores cristãos.
   No ápice do antropocentrismo, a Igreja tomou medidas para que não perdesse seu poder e iniciou então o movimento da contrarreforma, que resultou na volta de muitos costumes cristãos. O homem então sente-se como uma criança tendo de tomar uma decisão entre o "certo" e o "errado", portanto em suas obras fica visível o drama em que se vê preso.
   A Carpe Diem, que foi um jargão muito utilizado na época, significa do latim "colha o dia", que adverte para que aproveitemos o dia de hoje, pois amanhã pode ser tarde demais. Eram ações tomadas a partir dessa frase que normalmente levavam ao arrependimento, à culpa e ao conflito.
   Dentro da literatura Barroca há duas divisões: conceptismo e cultismo. O conceptismo é mais usado em prosas e tem por característica o uso do raciocínio  lógico por analogias, histórias ilustrativas e etc. O cultismo por sua vez é mais utilizado em poesias e tem por característica o grande uso das figuras de linguagem, exploração de efeitos sensoriais e rebuscamento formal. É muito comum que dentro dum mesmo texto ambos sejam encontrados.
   O principal poeta barroco brasileiro foi Gregório de Matos e, de Portugal, mas muito importante para a história da nossa literatura foi o Pe. Antônio Vieira, que foi um sermonista renomado e também o principal escritor barroco de Portugal.
          
                 Resumo do Livro de Português
                 Pág 220 - 226
                 Professora Maria Célia
                 Ana Beatriz Ribeiro Pereira

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